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Comissão de Trabalhadores da AMEC não aceita cortes salariais
há 374 semanas

 NOTA INFORMATIVA
A Comissão de Trabalhadores da AMEC (instituição que gere a Orquestra Metropolitana de Lisboa, a Escola Metropolitana de Música, a Escola Profissional Metropolitana e a Academia Nacional Superior de Orquestra), solicitou, com carácter de urgência, audiências a:
 
-        FUNDADORES e PROMOTORES da METROPOLITANA;
-        Promotores Regionais
-        Presidente da Assembleia Municipal de Lisboa;
-        Grupos Municipais do PSD, PS, PCP, CDS-PP e BE;
-        Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura;
-        Grupos Parlamentares do PSD, CDS-PP, PS, PCP, Os Verdes e BE;
-        Provedor de Justiça;
com o objectivo de denunciar uma proposta de viabilização da METROPOLITANA feita totalmente à custa de cortes salariais sobre os Músicos, Professores e Funcionários da instituição.
 
Com esta iniciativa pretende-se apelar à tutela que desencadeie uma investigação profunda às contas da AMEC, para que se apurem responsabilidades sobre os mais de 4 Milhões de Euros de dívidas.
Está em causa o Ano Lectivo das 3 Escolas de Música e os seus mais de 450 alunos, a Orquestra Metropolitana de Lisboa e os 160 trabalhadores da instituição.
 
A situação de profunda angústia financeira, foi motivada por um acumular de dívidas a fornecedores, à DGCI e à Segurança Social, cuja responsabilidade, segundo a actual direcção (liderada pelo Maestro Cesário Costa), é da direcção anterior (liderada por Gabriela Canavilhas ex-ministra da Cultura e João Villa-Lobos, actual Administrador Financeiro do S. Carlos) que conduziram, de forma negligente e irresponsável a instituição a este ponto.
Lembramos que em 30 de Novembro de 2008, Gabriela Canavilhas disse em entrevista ao DN: "Saio com as contas limpas, todas as dívidas foram pagas e para isso muito contribuiu a Câmara de Lisboa e o dr. António Costa", sublinhando ainda que "as dívidas antigas da AMEC estão saneadas e saio com o sentido do dever cumprido. Tenho o meu trabalho feito."
 
A actual Direcção, confrontou entretanto os Trabalhadores com um plano de viabilização absolutamente inaceitável, no que respeita, à imoralidade da proposta e à violência dos cortes salariais (na ordem de 20%) que se pretendem implementar nos próximos dois anos. Com o corte apresentado, pretende-se que os Trabalhadores da AMEC contribuam anualmente com cerca de 1 Milhão de Euros.
 
A METROPOLITANA é uma casa ímpar e incontornável na cena artística nacional, com um projecto pedagógico de grande maturidade que, através das suas 3 ESCOLAS de MÚSICA, tem sido protagonista na descoberta e formação de prodígios premiados em diversos concursos internacionais e actualmente profissionais de extremo valor e competência, colocados na Orquestra Metropolitana assim como em diversas orquestras e escolas mundiais.
O projecto integrado da METROPOLITANA é na sua génese um conceito único e exemplar de optimização e partilha de meios e recursos, que jamais seria possível na existência em separado das suas vertentes de ensino e artístico-performativas.
 
Lamentavelmente, ao longo dos seus 20 anos de existência a METROPOLITANA tem sido vítima de várias opções de gestão questionáveis, que têm agravado o seu sempre débil e curto orçamento, pondo agora em causa o trabalho, o empenho, e a dedicação das pessoas que quotidianamente dinamizam a instituição e que são os principais responsáveis pelos resultados tão elogiados pela opinião publica.
 
A acumulação de funções que se verifica na pessoa do Presidente da AMEC, que também é Director Artístico e de uma forma encapotada-Maestro Titular, também será alvo de crítica, pois consideramos que para além de incompatível e perniciosa, ao nível de regalias e retribuições, tem sido totalmente improfícua no que respeita a resultados apresentados. Acresce ainda o facto de o Presidente da AMEC continuar a desenvolver a sua carreira em instituições nacionais e internacionais, o que levou a uma prolongadas ausências do país e consequentemente da função de Presidente da METROPOLITANA.
A gravidade da situação da AMEC à qual se soma a actual conjuntura de crise, exige, no nosso entender, uma liderança dedicada e a tempo inteiro.
 
A situação das várias famílias que dependem inteiramente do seu trabalho nesta instituição e que veêm reduzidas as suas fontes de subsistência é verdadeiramente aflitiva pois ainda estão por pagar os subsídios de Férias e de Natal do ano passado.
 
Os trabalhadores estão conscientes da situação grave que o país atravessa e estão dispostos a apresentar propostas alternativas para a viabilização da AMEC, mas consideram essencial que se apurem responsabilidades e que como tem sido público, os FUNDADORES e PROMOTORES continuem determinados em encontrar uma solução de longo prazo para a METROPOLITANA.
 
 
A Direcção do CENA
A Comissão de Trabalhadores da AMEC