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19 de Outubro - Marchas por Abril
há 363 semanas

Dia 19 é dia de passar pontes a pé com os braços entrelaçados. Nestas marchas de protesto, reivindicação e proposta convocadas pela CGTP-IN os trabalhadores entrelaçam os seus braços com os das suas famílias, com os filhos que correm o risco de perder a Escola Pública e o Sistema Nacional de Saúde universal, com os pais que perdem as pensões e reformas, com os amigos que estão desempregados há muitos meses, com os pequenos empresários que davam emprego e salário a tanta gente do bairro. Entrelaçam os seus braços pensando nos que partiram porque em Portugal lhes roubaram o futuro e com os que para cá vieram em busca desse futuro e encontraram um país que tem cada vez menos condições para lhes dar.

Mas no dia 19, quem também vai entrelaçar os braços por cima dos rios que apesar da Troika e do Governo continuam a correr, são os músicos que não querem o fim do teatro de ópera em Portugal e que não aceitam tocar em bares a troco de alimentação, os actores que estão fartos de trabalhar sem condições e à bilheteira, os técnicos do audiovisual que vêm as suas expectativas defraudadas porque a nova lei do cinema não é cumprida, os técnicos dos teatros que dão o máximo para que tudo esteja pronto para a estreia, os antigos trabalhadores da Dialectus que vão voltar a exigir o que é seu, os produtores que não querem contratar pessoas a falsos recibos verdes, os públicos que acham que o Governo não cumpre o seu papel constitucional de apoiar devidamente a Cultura e todos os outros profissionais dos nossos sectores que não perdem a esperança que neste país volte a ser possível trabalhar na Cultura com mais dignidade, mais direitos e salários justos e pagos a tempo e horas.
 

A Ponte 25 de Abril, em Lisboa, e a Ponte do Infante, no Porto, vão ser palco de uma das mais marcantes acções de luta do movimento sindical, mas também vão receber muitas pessoas que não fazem parte dele mas que sabem que a situação tem de ser revertida. Estas pessoas sabem que não é possível permitir mais pobreza, mais desemprego, mais exploração e pressão psicológica nos locais de trabalho em nome de políticas que colocam os números à frente das vidas.

As pontes a pé vão mostrar que estamos unidos e solidários, que nos organizamos contra o roubo do nosso futuro e que lutamos pela manutenção do Estado Social, pelo aumento dos salários e por mais emprego com direitos.

 

NOTA IMPORTANTE: para facilitar o acesso à Ponte 25 de Abril e para que ninguém fique de fora, o CENA terá o seu próprio autocarro no dia 19. A saída está prevista para as 12h45m e o autocarro partirá do Teatro Nacional D.Maria II. Solicitamos que quem queira assegurar o seu lugar nos envie e-mail ou telefone indicando o nome e o número de pessoas que pretende inscrever. Para quem se encontrar noutro ponto do país, deixamos aqui os contactos das várias uniões sindicais distritais para que, junto delas, se inscrevam nos transportes providenciados para esse dia.