BREVES
Violação e ataque aos direitos dos trabalhadores da Plural Entertainment
Enquanto a Plural Entertainment e o Grupo Média Capital registam lucros, da publicidade consubstanciada pelas altas audiências e pelos 15 Milhões do apoio estatal (a cobro de pub. institucional), os trabalhadores apertaram o cinto em dois meses de lay-off.
Destaque
 
100%
há 16 semanas

 

Cem por cento de dignidade

É comum dizer-se que quem trabalha nas artes do espectáculo, na música ou no audiovisual se dedica com paixão: com 100%, ou mais, de dedicação. É verdade, tal como acontece noutras actividades profissionais, envolvam ou não criatividade.
Tal como noutras profissões, o trabalho que envolve criação artística e sua concretização é igualmente trabalho árduo, caracterizado por 100% de exigência e de profissionalismo. Com horários, objectivos, métodos, resolução de problemas, esforço, sacrifício por vezes. 
Como noutras áreas profissionais, a criação e concretização de um objecto artístico, chamemos-lhe produção, é um trabalho de equipa, envolvendo uma rede de profissionais, entre criadores e técnicos, trabalhando com os mesmos 100% de esforço e dedicação. 
Muitas vezes trabalhando com esforço e dedicação suplementares para ultrapassar carências e dificuldades. 
As áreas dos espectáculos e do audiovisual são actividades profissionais exigentes, rigorosas, necessárias, como tantas outras profissões. Têm enorme relevância social, económica, cultural, política.
Envolvem milhares de trabalhadores, com profissões diferenciadas e elevada especialização, dividindo-se entre actividades artísticas, técnico-artísticas e de mediação. Geram dividendos, materiais e imateriais. Tocam toda a sociedade.
São, porém, profissões marcadas pela precariedade, pelo trabalho permanente, mas pago intermitentemente, pela ausência de cumprimento da lei e da sua aplicação, pela arbitrariedade de critérios, pela inexistência de vínculos laborais permanentes, pela ausência de contratos, pela inexistência de convenções colectivas de trabalho, pelo limbo legal relativo à protecção social, pelo falacioso estatuto de ‘trabalhadores independentes’, pela própria falta de reconhecimento formal da existência de muitas dessas profissões.  
Num período excepcional como este, o dramático desequilíbrio resultante desta desigualdade é exponencial. Tão mais grave quanto o crónico esquecimento destes milhares de trabalhadores, semelhantes aos outros nos deveres e obrigações sem que o seu trabalho seja reconhecido como tal, com direitos e protecção, equiparando-o às outras áreas profissionais. 
 
É por isso que devemos exigir desde já com os olhos no futuro:
 
100% de Respeito
100% de Igualdade
100% de Reconhecimento
100% de Direitos
100% de Remuneração
100% de Protecção
100% de Enquadramento
100% de Dignidade

#100porCentoRespeito
#100porCentoIgualdade
#100porCentoReconhecimento
#100porCentoDeDireitos
#100porCentoRemuneração
#100porCentoProtecção
#100porCentoEnquadramento
#100porCentoDignidade
#quarentenaMasNaoNosDireitos
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