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Notícias
 

"Cultura para Todos", dia 2 de Junho na Escola Artística António Arroio
há 132 semanas

No dia 2 de Junho, o Conselho Nacional da Juventude e a Associação de Estudantes da Escola Artística António Arroio, organizam a iniciativa, "Cultura para Todos", na Escola Artística António Arroio.

Programa:

10:15 Debate "Cultura Para Todos - Cumprir a Constituição!"

14:30 Curtas e Companhia

16:00 Música ao Vivo

A dirigente do CENA, Joana Manuel, estará presente no debate em representação do Sindicato.

Tabela e condições para Montadores/Editores de Cinema
há 133 semanas

O CENA e a Associação Portuguesa de Montadores de Cinema, actualizaram a tabela salarial e de condições de gerais de trabalho. Esta nova tabela reflecte de melhor forma as condições de trabalho justas para estes trabalhadores.

O respeito por estas condições é a única garantia que os trabalhadores têm de que o seu trabalho é valorizado de acordo com as exigências técnicas específicas da profissão. Cabe às entidades empregadoras seguir escrupulosamente estas condições e também cabe aos trabalhadores não aceitarem a violação das mesmas.

Informamos também que o CENA e a APM irão manter esta colaboração, visando uma melhor defesa das condições de trabalho destes profissionais.

A tabela estará sempre disponível no site do CENA, juntamente com outras tabelas do audiovisual, através desta ligação. Solicitamos que contactem o Sindicato sempre que tenham conhecimento de incumprimentos destas condições, e desafiamos os trabalhadores de todos os sectores que representamos a contactarem o CENA e a contribuirem para a actualização ou criação das tabelas em falta.

Cenas Abertas - Núcleo do Algarve
há 134 semanas

Doravante, iremos dar voz a relatos de um músico do Algarve, sobre o panorama que em muito afecta os profissionais deste setor na animação hoteleira.

 

MÚSICOS INDEPENDENTES - [ I ]

 

"Caros Senhores

 

Na condição de trabalhador independente, e músico, profissão que escolhi desde há muito tempo, venho por este meio dar voz aos injustiçados e inconformados, aos que receiam de ter voz e de represálias consequentes, aos críticos desacreditados e conformados que ainda atuam no Algarve. Falo de mim e de todos nós. Nós, artistas!! Artistas que escolheram a arte como meio de subsistência ou simplesmente, uma forma de se expressarem nesta vida.

 

Ao pesquisar a palavra arte, obtive este significado: “Arte é a atividade humana ligada a manifestações de ordem estética, feita por artistas a partir de perceção, emoções e ideias, com o objetivo de estimular esse interesse de consciência em um ou mais espetadores, e cada obra de arte possui um significado único e diferente”. Partindo deste princípio, a palavra ARTE já por si, exige algum respeito e quem respeita a ARTE, deverá também respeitar quem a pratica. Infelizmente tal não acontece, e as razões são várias.

 

O problema é que hoje, e cada vez mais, o objetivo de estimular as emoções e ideias nos espetadores torna-se cada vez mais difícil. Ora vejamos:

 

Material

Como músico que sou e por muito que me custe, é necessário um investimento anual em equipamento musical. Equipamento musical que pode rondar entre os 10€ e 10000€. O mesmo equipamento musical tem uma sobretaxa de IVA de 23% o que faz com que a compra de um instrumento musical, não seja para todos! Não faz o mínimo sentido o estado restringir a cultura desta forma. Quem queira aprender um instrumento para poder fazer um recital terá que comprá-lo. Quem queira se juntar a uma banda filarmónica sem fins lucrativos, terá que investir num instrumento. Um músico a quem se exige tudo e mais um pouco, também não se safa, paga mais 23% pela sua ferramenta e é se quer trabalhar! Este imposto não faz sentido e é contraproducente!

 

Trabalho Precário

Quando falo em trabalho precário, refiro-me a preços OFERECIDOS aos músicos/artistas que em nada se comparam com as tabelas de referência do CENA ou dos valores médios que deveriam ser praticados pelos próprios. Vejamos... Sem querer generalizar, em alguns casos, os valores pagos a músicos a solo ou a duo, conseguem ser 60% do que os valores da tabela de referência do CENA. Valores que não correspondem aos valores reais do mercado e que por norma são praticados por algumas entidades empregadoras (hoteleiros & empresas de agenciamento). No que diz respeito a espetáculos temáticos (ilusionismo, dança, folclore), os valores variam entre – 40% 60% para menos!!! Quem pratica estes preços no Algarve? Eis a questão… !"

 

 

Em breve, publicaremos novos relatos.

 

Cenas Abertas - Espaço para a voz dos sócios
há 134 semanas

Abrimos este espaço para que os nossos sócios participem no boletim "Cenas", enviando textos, relatos, denúncias ou outras situações que pretendam partilhar e, desta forma, alargar mais o conhecimento das realidades deste sector. Enviem os vossos textos para o nosso e-mail. Publicaremos todos os textos também através dos nossos meios de divulgação na internet.

Obrigado.

 

SECTOR DOS ASSISTENTES DE IMAGEM: AUMENTO DAS TABELAS

 

Neste momento os assistentes de imagem estão a discutir aumentos das tabelas de referência que estão em vigor desde 2008. A grosso modo os aumentos incluem 5% para o primeiro e segundo assistente, 20% para o terceiro (assistente de vídeo) e a uniformização das horas extras passando a seguir o modelo da equipa de iluminação e de maquinaria.

 

A época de crise fez com que na publicidade se perdessem alguns direitos como o pagamento dos sábados, domingos e feriados a um valor superior ou o pagamento do dia de testes. Também a produção de longas-metragens foi afectada com a suspensão da atribuição de subsídios. Muitas produtoras de publicidade pediam descontos como prática regular. Não sou de maneira nenhuma contra os descontos, acho que devemos ajudar uma produtora que tenha tido um imprevisto principalmente se nos dá muito trabalho e se é de confiança. Mas não concordo que se façam descontos por sistema nem à partida (sempre com a promessa de “se me fizeres um favor eu dou-te mais trabalho”). Principalmente porque esta é uma forma de desvalorização que afecta não só o profissional que faz os descontos mas também a profissão.

 

Neste momento penso que o meio está diferente e que existe espaço para um aumento. Outros sectores também actualizaram as suas tabelas ou pensam em fazê-lo. Eu, mesmo tendo uma experiência profissional curta, sinto que, quando comecei a trabalhar em 2012, eram pedidos muitos mais descontos e que existia menos volume de trabalho do que agora. Por fim não podemos esquecer que estas são apenas tabelas de referência. Mesmo que o seu objectivo seja regulamentar as condições de trabalho, eliminando a remuneração como critério preferencial, cada assistente é livre de praticar o valor que desejar, mais elevado ou mais baixo, e de recolher os benefícios ou malefícios que as suas capacidades de negociação lhe possam trazer.

 

Na minha perspectiva, um profissional não deverá ter mais trabalho porque é mais barato, mas sim porque existem características pessoais e profissionais que o colocam numa posição preferencial face a uma produtora ou a um director de fotografia. Acho que este aumento dos valores de tabela, passados tantos anos, é muito importante. Não só porque, a realizar-se, será o primeiro aumento ao fim de oito anos, mas também, porque permitiu ultrapassar alguns ressentimentos criados nos anos em que a crise se fez sentir mais. Foi a primeira vez, após muito tempo, que se conseguiu criar um espaço de discussão aberta que visa o bem comum, entre os assistentes de imagem.

 

Joana Magalhães

Por instrumentos musicais com IVA a 6%
há 135 semanas

Foi lançada uma petição que propõe que os instrumentos musicais passem a constar da lista de bens e serviços que pagam taxa reduzida de IVA, 6%.

O CENA apoia esta iniciativa e apela à assinatura e divulgação da petição.

Assine aqui